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    conheça 7 obras que se inspiram na mitologia grega

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    This article is written by a student writer from the Her Campus at Casper Libero chapter and does not reflect the views of Her Campus.

    O Mar de Monstros, a segunda temporada da série Percy Jackson e os Olimpianos, chega ao Disney + no dia 10 de dezembro. Junto com a data, o streaming divulgou um teaser repleto de personagens marcantes tanto para o universo do semideus quanto da mitologia grega. 

    O universo de livros criado por Rick Riordan, aliás, é responsável por despertar o interesse de diversos leitores nos mitos gregos e romanos. Pensando nisso, que tal conhecer outras sete obras que se inspiram nessa mitologia para se aprofundar ainda mais antes do lançamento de O Mar de Monstros?

    1 – Jasão e os Argonautas (1963)

    Um dos desafios enfrentados por Percy na segunda temporada, seguindo a história narrada pelo livro que a inspirou, é a busca pelo Velocino de Ouro – item mágico com diversos poderes, dentre eles, o de cura e regeneração. 

    O objeto é retirado do mito Jasão, que inspirou o clássico filme Jasão e os Argonautas (1963). O longa conta como o herói, acompanhado por uma tripulação repleta de outras figuras mitológicas conhecidas – como Hércules e Orfeu – empreende uma busca pelo Velocino. Ao longo da história, o personagem enfrenta monstros e inúmeros perigos, na tentativa de reconquistar o trono de Tessália, seu reino.

    Dirigido por Don Chaffey, o filme continua como um dos mais interessantes filmes de mitologia grega já produzidos, recheado de ação, momentos divertidos e efeitos especiais em stop-motion que o precedem.

    Disponível em: YouTube

    2 – Kaos (2024)

    Em Percy Jackson e os Olimpianos, Rick Riordan procura inserir os mitos nos tempos atuais e no contexto de uma cultura ocidental, algo muito semelhante a premissa de Kaos. A série de comédia se propõe a explorar temas contemporâneos trazendo como protagonistas os deuses do Olimpo. 

    Jeff Goldblum dá vida a Zeus, que inseguro, paranoico e apegado ao seu poder e privilégio, se convence de que perderá seu trono em breve ao descobrir uma ruga na testa. Para evitar a tragédia, o deus começa a revirar a vida de vários parentes na tentativa de consolidar seu poder como rei do Olimpo.

    Apesar de não ter sido renovada para segunda temporada devido à uma baixa audiência, o teor cômico e a narrativa envolvente são pontos altos que valem à experiência catártica.

    Disponível em: Netflix

    3 – Orfeu do Carnaval ou Orfeu Negro (1959)

    Percy Jackson e Kaos não foram as únicas modernizações de conflitos místicos para a modernidade. Orfeu do Carnaval ou Orfeu Negro é um filme de 1959 baseado na peça teatral Orfeu da Conceição, de Vinícius de Moraes, que por sua vez trouxe uma releitura da história de Orfeu e Eurídice.

    Na história original, após Eurídice falecer ao ser picada por uma serpente venenosa, seu amado vai até o Mundo Inferior à sua procura. Quando enfim consegue libertá-la, a condição imposta é simples: ele não poderia olhar para trás enquanto a conduzisse ao Mundo Superior. 

    Dirigido por Marcel Camus, Orfeu do Carnaval faz algumas modificações nessa história de amor, mas sem perder a essência do mito que o inspira. O filme é ambientado no contexto brasileiro, especificamente do carnaval do Rio de Janeiro, e a lira de Orfeu — a qual utiliza para cantar seu amor para Eurídice — é substituída por um violão, por exemplo. 

    O longa ganhou o Oscar de “Melhor Filme Estrangeiro” em 1960, sendo a primeira produção de língua portuguesa a conquistar a estatueta. Apesar disso, a estatueta foi para a França, país co-produtor do filme junto da Itália. 

    4 – Hades (2020)

    Assim como Percy se tornou um semideus famoso, tanto na história ficcional, quanto entre os fãs de mitologia, Zagreus, filho de Hades e príncipe do Submundo, também possui sua legião de fãs particular.

    O personagem é protagonista de Hades, um RPG de ação desenvolvido pela Supergiant Games no estilo roguelike (subgênero de games que tem a exploração de cenários gerados aleatoriamente e o combate contra inimigos como seus elementos principais). Isso sem contar o sistema de permadeath, em que cada morte obriga o jogador a reiniciar a jornada do personagem, algo aproveitado para enriquecer a narrativa e contribuir para o desenvolvimento do personagem.

    Na trama, Zagreus deseja fugir do Submundo e subir o monte Olimpo para reclamar seu lugar junto aos deuses. Enquanto tenta realizar sua ambição, ele enfrenta diversas criaturas e figuras populares da mitologia grega, além de receber o apoio de personagens como Sísifo, Eurídice e o próprio Zeus.

    O jogo está disponível para Nintendo Switch, PlayStation 4 e 5, Xbox One, Xbox Series X/S e pela Steam. 

    5 – Odisseia em quadrinhos, de Homero

    Na primeira temporada da série de 2023, Percy admite aos amigos que conhece a história de Odisseu porque leu a versão em quadrinhos dela. Seguindo o exemplo do protagonista, a adaptação Odisseia no formato de HQ permite que o mito seja acompanhado não somente por meio da escrita – que pode ser complicada na versão original – mas também em uma narrativa visual interessante e chamativa.

    Nesta versão em quadrinhos, escrita por Silvana Salerno e Jefferson Costa, é possível acompanhar a história de Odisseu, cuja jornada de volta para casa após a Guerra de Tróia se tornou uma saga de dez anos repleta de desafios e provações. Enquanto enfrenta esses desafios individuais, em Ítaca, seu filho Telêmaco procura descobrir o paradeiro do pai, e Penélope, sua esposa, resiste às investidas de pretendentes à sua mão e ao trono. Esta é uma história de coragem, lealdade e do poder indomável do espírito humano. 

    6 – Hadestown (2019)

    A peça musical Hadestown, criada por Anaïs Mitchell, repete o feito de outras obras já mencionadas nessa lista ao ressignificar os mitos gregos e aplicá-los em realidades mais próximas dos consumidores contemporâneos. Assim como Orfeu Negro, a história adapta o romance de Orfeu e Eurídice, mas dessa vez o situando no período da Grande Depressão nos Estados Unidos. A peça foi inspirada em um álbum conceitual de mesmo nome criado pela compositora em 2010.

    Além do casal protagonista, outros personagens do universo mítico estão presentes, como o narrador Hermes, divindade da comunicação, e as três Moiras, espécies de videntes e guardiãs do destino de cada mortal ou deus. O público também é apresentado a Hades, deus do submundo e aqui um poderoso industrial de Hadestown, e sua infeliz esposa Perséfone, deusa da primavera.

    A narrativa é pautada no conflito que se estabelece quando, infeliz com a insatisfação de sua esposa, Hades começa a demonstrar interesse por Eurídice, mantendo-a cativa em Hadestown. Assim como no mito, Orfeu inicia uma jornada para trazer de volta a amada. As referências à história original se unem a tons mais atuais e até políticos, tornando a produção ainda mais marcante.

    O espetáculo está em cartaz na Broadway e tem sua trilha sonora disponível nas plataformas de música. 

    7 – A Odisseia de Penélope

    “Agora que todos os outros perderam o fôlego, é minha vez de fazer meu relato.” É dessa forma que o livro A Odisseia de Penélope, da escritora Margaret Atwood, começa. A obra tem como objetivo principal dar profundidade à personagem Penélope – mulher de Odisseu e prima da bela Helena de Tróia – que foi, durante muitos séculos, retratada como a esposa fiel por excelência, sendo tida como um exemplo de fidelidade e da obediência feminina ao longo dos tempos.

    A história usa elementos clássicos da narrativa para desenvolver e trazer uma outra perspectiva da personagem. Alguns elementos abordados são o fato de ter sido deixada sozinha por vinte anos, quando Odisseu vai lutar na Guerra de Tróia, a proteção a integridade do reino de Ítaca, a criação de Telêmaco, seu filho, além da garantia de distância dos mais de cem pretendentes. Fatos que, aqui, são transformados em símbolos de resistência e força.

    Ao reimaginar o episódio, a autora lançou mão de várias fontes – já que a Odisseia de Homero não é a única versão da história – para criar uma obra ao mesmo tempo inteligente, bem-humorada e reflexiva. Em A odisseia de Penélope, Atwood subverte a narrativa original e concede a sua heroína uma nova vida e realidade.

    Curtiu as dicas? Então aproveita e maratona essas obras até a chegada da segunda temporada de Percy Jackson e os Olimpianos!

    ___________________________________

    O artigo acima foi editado por Julia Pujar.

    Gostou desse tipo de conteúdo? Confira Her Campus Cásper Líbero para mais!

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